Por cá fica tudo muito contente e com sentimento de missão cumprida porque se juntam não sei quantos zombies\parolos no meio da rua, que na verdade pretendem é ir beber uma ginginha ao fim da tarde a acompanhar o mal-dizer costumeiro, enquanto os "tubarões" ficam em casa descansados da vida a fazer contas às múltiplas reformas. Quando por cá se protestar com verdadeira indignação, real intenção de mudança com consciência das responsabilidades tanto individuais como comunitárias que isso comporta, eu lá estarei.
E nesse dia quero vê-los a arder.
Grécia na génese da utópica democracia e falência da sua forma actual.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Prémio Nobel da Paz e a República Popular da China
A esposa de Liu Xiaobo, vencedor do Prémio Nobel da Paz, está em prisão domiciliária; de acordo com fontes tão seguras quanto o orçamento de estado português, o processo da prisão de Liu Xia; a esposa, decorreu assim :
- A senhora está presa por associação criminoso-subversiva com Liu Xiaobo
- Mas porquê, sobre que acusações?
- Ora, se assim é também eu não devia ir presa como um indivíduo, deviam sim ir todos os cidadãos da.República Popular da China para uma prisão ao mesmo tempo.
- Então e o que pensas tu que é a República Popular da China?
- A senhora está presa por associação criminoso-subversiva com Liu Xiaobo
- Mas porquê, sobre que acusações?
- O traidor deseja receber um prémio individual, quem recebe prémios é a República Popular da China como um todo e não um indivíduo
- Ora, se assim é também eu não devia ir presa como um indivíduo, deviam sim ir todos os cidadãos da.República Popular da China para uma prisão ao mesmo tempo.
- Então e o que pensas tu que é a República Popular da China?
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Ensaio sobre O Acordar
...uaahh, ..uummm o que é isto, que barulho é este, chega a doer-me a cabeça, abro os olhos em busca dos pássaros com as suas doces e eufóricas conversas, ao primeiro sinal de consciência do que me rodeia a primeira coisa que me assalta os sentidos, é o frio contra a minha pele, não é no entanto a terra molhada do agradável amanhecer, parece mais como que uma rocha temperada por um rio, vejo então que é da cor das nuvens, várias delas montadas de forma quase uniforme lado a lado. Do meu lado um rio preto, estático como poucas coisas o são, apenas ao focar a visão me apercebo ser também pedra, mas eu nunca tinha visto pedra assim.
É em meio a esta constatação que me apercebo que o ar é estranho, o próprio vento me incomoda; ao levantar-me dou conta de água que se levanta atrás de mim, um pequeno lago, mas que lago é este que se mantém de pé como eu !? Nunca me tinha visto desta forma através do reflexo na água, dos pés à cabeça; aproximo-me e toco na água, mas esta é sólida e imovível, muito dura mesmo; batendo-lhe esta emite um estranho som, um som novo e diferente e eu vejo-me tão bem, percebo pormenores em mim que desconhecia até hoje. Atrás de mim não vislumbro árvores, nem colinas, nem mesmo algo familiar; são apenas mais e mais pedras e lagos sólidos aglomerados de forma regular, assustado afasto-me para trás e percebo então que este lago está também ele linearmente recortado numa dessas rochas gigantes de aspecto liso e cor que não é das rochas,... O que é isto?, pergunto-me eu, e apercebo-me de movimento, movimento de pessoas, outras pessoas, mas não como eu; estes seres penetram o interior das rochas de cor estranha empurrando os lagos sólidos, que depois retornam ao recorte feito na estranha cor. Assustado e curioso, resolvo sair daqui e descobrir onde estou, descobrir o resto, encaminho-me até ao final desta rocha de cor invulgar, e espreito, espreito à espera de um horizonte e sou assaltado por uma visão repetida, regular; diversa apenas nas cores invulgares que apresenta nas rochas que se repetem e repetem e repetem... em meio a estas formas e sequências que se repetem, ainda que irregularmente no espaço, sinto-me balbuciar... - Bab.. loni...
Revisão de texto original de 2006
É em meio a esta constatação que me apercebo que o ar é estranho, o próprio vento me incomoda; ao levantar-me dou conta de água que se levanta atrás de mim, um pequeno lago, mas que lago é este que se mantém de pé como eu !? Nunca me tinha visto desta forma através do reflexo na água, dos pés à cabeça; aproximo-me e toco na água, mas esta é sólida e imovível, muito dura mesmo; batendo-lhe esta emite um estranho som, um som novo e diferente e eu vejo-me tão bem, percebo pormenores em mim que desconhecia até hoje. Atrás de mim não vislumbro árvores, nem colinas, nem mesmo algo familiar; são apenas mais e mais pedras e lagos sólidos aglomerados de forma regular, assustado afasto-me para trás e percebo então que este lago está também ele linearmente recortado numa dessas rochas gigantes de aspecto liso e cor que não é das rochas,... O que é isto?, pergunto-me eu, e apercebo-me de movimento, movimento de pessoas, outras pessoas, mas não como eu; estes seres penetram o interior das rochas de cor estranha empurrando os lagos sólidos, que depois retornam ao recorte feito na estranha cor. Assustado e curioso, resolvo sair daqui e descobrir onde estou, descobrir o resto, encaminho-me até ao final desta rocha de cor invulgar, e espreito, espreito à espera de um horizonte e sou assaltado por uma visão repetida, regular; diversa apenas nas cores invulgares que apresenta nas rochas que se repetem e repetem e repetem... em meio a estas formas e sequências que se repetem, ainda que irregularmente no espaço, sinto-me balbuciar... - Bab.. loni...
Revisão de texto original de 2006
A divagar se vai ao longe
Aqui começo os meus devaneios divagados na world wide web, world wide!? é tão bonito e utópico pensar assim, e tão longe da crua realidade.
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